No ano passado, a taxa de frequência de sinistros automóvel desceu para 12,6 %, o que equivale a menos 1,5% do que em 2010. Esta diminuição deve-se à redução substancial da circulação de veículos em Portugal devido à crise. Estes dados foram divulgados pela consultora Actuarial.

Segundo a Actuarial, “para isto terá contribuído a contracção do nível de actividade económica com um decréscimo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2%, que fez reduzir substancialmente a circulação de veículos, e, consequentemente, a exposição ao risco de sinistro e dos segurados do ramo Automóvel”.

O estudo, com base no modelo de previsão da Actuarial, destacou que “a queda do PIB fez reduzir a exposição ao risco” e que “o novo código da estrada teve influência na descida da sinistralidade”.

Contudo, “se bem que a sinistralidade rodoviária esteja influenciada pela evolução da exposição ao risco (medida pelo PIB) e pelas condições de condução (analisadas através da pluviosidade), as maiores penalizações do código da estrada introduzidas em 2005 tiveram algum impacto na redução da frequência de sinistros”, lê-se nas conclusões do estudo.

“O modelo da Actuarial-Consultadoria estima em 0,97 pontos o efeito na redução da frequência de sinistros. Isto significa que as alterações no Código da Estrada de 2005 poderão ter reduzido a sinistralidade rodoviária de 2011 em 54.330 sinistros, num ano em que terão existido 715.204 participações de sinistros às seguradoras”, revelou a consultora.

 

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