Não há como escapar ao seguro automóvel, pois este é obrigatório para a circulação do veículo. No entanto, ao contrário do que acontecia há uns anos atrás, hoje em dia as opções no mercado são variadíssimas e existe uma forte concorrência entre as seguradoras, o que só beneficia o cliente. Contudo, para que este ganhe realmente, é necessário que avalie de forma correcta o mercado, estudando as diferentes alternativas e optando pela que mais lhe convenha. Nesse sentido, deixamos algumas dicas sobre que tipos apólices são mais indicadas para cada “quadrante” de veículo em termos de qualidade/preço do serviço, referindo as características que mais fazem variar o prémio do seguro.

Automóveis mais velhos pagam mais
O facto de um carro ser antigo é um dos factores de maior oscilação no prémio do seguro. Por isso, caso esta seja a realidade do seu automóvel, opte por escolher um dos pacotes mais básicos, que tenha somente a cobertura obrigatória de responsabilidade civil (capital mínimo de 750 mil euros para prejuízos materiais e 2.5 milhões para danos corporais) e a facultativa de assistência em viagem. Esta última pode ser eliminada se já possuir esse serviço associado, por exemplo, a um cartão de crédito, pois muitas entidades bancárias oferecem esta apólice ou descontos consideráveis quando ligada a um cartão.

Quando o veículo é novo, escolha um serviço mais completo, preferencialmente com a cobertura de danos próprios do automóvel, pois este inclui indemnização em caso de roubo, incêndio ou colisão, desde que não haja intervenção de terceiros. A extensão aos ocupantes também é aconselhável, uma vez que assegura compensação ao condutor caso este sofra um acidente de que tenha sido causador. Coberturas de vandalismo são igualmente de considerar, mas apenas quando se vive numa zona de alto risco para a ocorrência destes fenómenos.

Três factores de peso no valor do seguro
Além da idade do veículo, também o condutor, marca e cilindrada do veículo, e cidade onde se vive causam enormes variações no preço da apólice. Por exemplo, no caso da cilindrada, há importâncias diferentes para carros até 1500 cc, 1500-2500 e +2500. Algumas seguradoras entram ainda em linha de conta com a potência, peso e outras especificidades do automóvel.

O condutor com menos de 25 anos também é normal que tenha de pagar mais pelo seguro, o que é ainda pior quando se tem carta há menos de dois anos, podendo ainda haver oscilação de valores pelo facto de o titular da apólice ser do sexo masculino ou feminino, pois as senhoras pagam menos, uma vez que estatisticamente têm acidentes e com menores prejuízos.

Se a pessoa vive em Lisboa ou no Porto, também é de contar que o seguro venha a ser mais caro por estas zonas urbanas serem consideradas de “perigo mais eminente”. Também as localidades com dados de sinistralidade mais elevados pesam no agravamento da apólice.

Conduza com segurança
O “factor acidente” é outro dos que mais influencia a variação no prémio do seguro, pois um condutor que já se tenha envolvido em ocorrências terá penalizações, algumas delas bastante prejudiciais. É importante ter esta característica em linha de conta na hora de fazer a apólice, porque embora seja normal o procedimento ser tomado pela maioria das seguradoras, há aquelas que o relegam para segundo plano. Portanto, tenha este ponto em atenção e procure as empresas que lhe oferecem as melhores vantagens.

Como se pode concluir pelas informações referidas, a escolha de um seguro deve sempre recair tendo em conta determinadas características do próprio veículo, do condutor e até do local onde se vive. Todos estes factores têm incidência no valor final da apólice e, por isso mesmo, tem de ser investigado correctamente o mercado em busca das melhores alternativas. Assim, antes de assinar um contrato pesquise decentemente as opções existentes, decidindo-se pela que melhor serviço lhe oferecer ao preço mais acessível.

 

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