A expressão «seguro contra todos os riscos» pode induzir os consumidores em erro. O alerta é do Instituto Português de Seguros (ISP) que aprovou hoje uma norma que impede a utilização dessa denominação em campanhas publicitárias, por parte das seguradoras, conforme já tinha sido inclusivamente referido antes em: Regras mais rígidas na publicidade das Seguradoras.

«De facto, não existe nenhum seguro que cubra todos os riscos», esclareceu uma fonte do ISP, à agência Lusa. As restrições alargam-se ainda a expressões como «sem encargos», «oferta» e «presente», segundo o princípio que regula a publicidade efectuada pelas empresas de seguros, mediadores e entidades gestoras de fundos de pensões.

A designação «seguro contra todos os riscos», é assim desincentivada. Porque, afinal, os seguros nunca abrangem os riscos todos que os clientes podem correr. Tenha assim atenção na altura de negociar o próximo seguro.

A norma regulamentar n.º3/2010-R, que se aplica a empresas de seguros, mediadores e entidades gestoras de fundos de pensões, visa regular a publicidade à actividade destas empresas Seguradoras.

 

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